Na manhã da última terça-feira (2026-05-26), às 09h, a Governadoria de Mato Grosso do Sul recebeu lideranças do movimento quilombola, movimento negro e povos de terreiro para uma reunião institucional com o Governo do Estado. O encontro foi conduzido pelo secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, e teve como principal objetivo discutir demandas históricas das comunidades tradicionais sul-mato-grossenses.

Durante a reunião, foram apresentadas reivindicações relacionadas às áreas de saúde, educação, cultura, habitação, regularização fundiária, assistência social e geração de renda. As lideranças destacaram a necessidade de maior inclusão dessas comunidades nas políticas públicas estaduais e denunciaram a invisibilidade enfrentada ao longo dos anos.

O secretário Walter Carneiro Júnior afirmou que o encontro representa um avanço importante no diálogo entre o governo e os movimentos sociais:

"Ouvi de perto as demandas de saúde, educação, cultura, habitação e geração de renda. Ouvi sobre a invisibilidade que essas comunidades carregam há anos dentro das políticas públicas. E ouvi, acima de tudo, pessoas que não vieram pedir favor — vieram construir", declarou.

Participaram da reunião importantes representantes dos movimentos sociais e comunidades tradicionais, entre eles Lucas Jarcem, liderança quilombola; Ana José, líder do Coletivo de Mulheres Negras; Antônio Borges, representante da Comunidade Quilombola Tia Eva; Drª Ariane Tavares, representante jurídica dos movimentos sociais; Rosana Anunciação, presidente da Comunidade Quilombola São João Batista; além do Babalorixá Pedro Gaeta e demais lideranças de comunidades quilombolas e de matriz africana do estado.

As lideranças reforçaram a importância da criação de políticas públicas permanentes voltadas às comunidades tradicionais, além da necessidade de diálogo contínuo com o poder público estadual.

Ao final do encontro, Walter Carneiro Júnior reafirmou o compromisso do Governo do Estado em manter a interlocução com os movimentos sociais e garantiu que as pautas apresentadas serão encaminhadas aos setores responsáveis:

"Nenhuma comunidade deve depender apenas de época eleitoral para ser ouvida. O diálogo precisa ser permanente, e é isso que vamos trabalhar", afirmou o secretário.

O encontro foi considerado pelas lideranças como um marco importante na luta por reconhecimento, direitos e fortalecimento das comunidades quilombolas, negras e de matriz africana em Mato Grosso do Sul.